segunda-feira, 22 de maio de 2023

Entre crônicas e bibliografias

 Alô, Alô aqui quem fala é a Eme!

Estou aqui tentando escrever meus textos para os trabalhos finais da minha última pós-graduação. Eu disse: ÚLTIMA! Eu ouvi um amém? risos

Claro que vou aproveitar que as aventuras da vida amorosa da Theodora estão mais parada do que água de represa para escrever meus trabalhos finais da pós. 

É por isso que ela sumiu um pouco daqui. Não tem nada pra contar coitadinha, nenhuma novidade sequer. Tá numa bad! Perdeu um amor e eu bem que avisei: Ninguém fala te amo assim tão rápido. Duvide sempre quando isso acontecer. E ela nem me deu ouvidos.

AH! ela também pegou conversa dele com a ex-namorada no computador. Ela me pediu pra não contar isso pra ninguém, mas pronto - falei.

Deixa ela lá no mundinho dela pensando na vida. Enquanto isso eu vou escrevendo meus textos, atualizando meu trabalho (porque ela com sua vida maluca, não me deixa trabalhar direito) e vivendo como tem que ser, viajando, passeando e trabalhando.

O verão está chegando e acho que vai ter muito texto legal da Théo. Ela vai viajar e vai ter uma baita história para contar. Já que ela deu um tempo na vida sentimental, a vida aventureira ela resolveu colocar pra jogo. Vem muita viagem e muita coisa boa por aí!

Enquanto isso, sigo eu, Eme, com meus textos sem saber o que escrever. São duas crônicas de 5 páginas cada! SOCORRO! Além disso tem também um texto bibliográfico. Tô na dúvida se faço uma biografia da Théo ou minha mesmo. 

Os dias por aqui estão meio sem graça. Não sei se é porque eu tenho muito trabalho ou se é porque os dias estão chuvosos. Morar perto do mar é vida, mas com chuva dá uma tristezinha danada!

Bom, já são 22h12 e o Mirtazapina já está começando a fazer efeito. Sigo sem conseguir começar os 3 textos que tenho pra entregar, mas foi bom vir aqui falar/escrever sozinha, sempre é!


Beijos de Luz pra quem é de Luz!

segunda-feira, 8 de maio de 2023

É preciso deixar ir

 Eu acredito que nada nessa vida acontece por acaso e no meio do caos da Theodora, uma viagem de última hora surgiu. Foi ela mesmo que inventou a viagem, ela sempre tem esses repentes e acha sempre que as feridas se curam quando ela está perto da família.

Não é bem assim que as coisas funcionam, mas ela é teimosa que só, lá se foi para o Brasil com uma bagagem de mão, muita saudade da família e um coração partido. De todos os lugares que ela ama no mundo, o Brasil é, sem dúvida nenhuma, seu canto, sua paz, seu respirar. É la que ela tem colo, que ela tem amor de verdade, cuidado e proteção.

É bom colecionar momentos felizes ao lado de quem se ama. O verde da grama cheia de flores brancas derrubadas com a chuva fina que caia quando ela chegou se uniram aos sorrisos e abraços de seus pais e fizeram com que tudo que a abatia desaparecesse. Sorrisos e abraços são sempre muito poderosos, principalmente quando são verdadeiros e cheios de amor.

Os dias eram alegres.  A cadela da Théo não saia de perto dela e a cada olhadela Magie recebia um abraço apertado que seus olhos que já eram esbugalhados por conta da sua raça, quase saltavam fora do rosto.

Théo não quis saber de comer carne de frango enquanto estava no Brasil. Essa foi uma das exigências feitas à sua maravilhosa mãe. É que Théo não é muito boa na cozinha e frango é a carne mais fácil e rápida de se preparar e é o que ela sempre faz quando está em sua casa cozinhando para ela mesma. Sempre com um tempero, uma maionese e 15 minutos na Air Fryer ela resolvia seu almoço.

As refeições eram sempre com todos à mesa. Casa cheia, alegria, felicidade e muito amor. Os laches e os cafés da manhã (pequenos alomoços) eram recheados de bolos de trigo com coberturas especiais, cafés, pães de queijos, sucos (sumos) e coca-colas - uma das paixões de Théo. Cada dia tinha um bolo diferente. Muito mimo para a pequena grande Théodora.

A casa estava sempre cheia de amigos, familiares e o coração da Théo também. Nem tinha espaço para falta de amor! Graças a Deus né?

Théo aproveitou o seu plano de saúde para fazer alguns exames de rotina que já estavam marcados antes do seu embarque para o Brasil. Sempre centrada, abril é o mês rotineiro para esses exames. Tudo certo, se não fosse uma imagem nova no seu transvaginal e ela se perguntando que diabos era aquilo.

 "Um pólipo, você precisa tirar isso do seu útero antes de ir embora".

 "O que é isso? Eu tenho uma semana aqui doutor, não posso ir embora com isso aí?"

"É preciso fazer uma biópsia, na maioria dos casos esses tumores são benignos, mas eles também podem não ser e não podem ficar ai."

"Eu posso ser mãe?"

"Com ele ai, NÃO".

Théo saiu do consultório sem saber o que fazer e pra onde ir. Atravessou a rua e tentou marcar um exame para a biópsia, Meu Deus, biópsia! Ela já sentia uma dor no peito só de mencionar essa palavra e existir a possibilidade de algo mal.

Não tinha vaga para o exame nem tão logo. Mesmo assim conseguiu para três dias depois um encaixe. O médico a atenderia na hora que desse certo. Na saída da clínica, do outro lado da rua, um carro branco parado, e uma mulher gritava seu nome. Era sua tia, que no meio de uma cidade com um milhão e meio de habitantes estava na hora certa e no lugar certo.

Théo já logo contou e dali partiram para um almoço sem nada combinado por elas, mas tudo planejado por Deus. Uma amiga que já ia almoçar com a tia de Théo, era grande amiga do dono da clínica que a Théo conseguiu um encaixe tardio para seu exame. Com uma ligação dela, a data do exame foi alterada para o dia seguinte como emergência. 

Dali Théo seguiu para uma tarde inteira de trabalho com o cliente que ela tinha no Brasil. Um médico cirurgião plástico. Ela já não conseguia pensar em que conteúdo criariam juntos ali, ela, ele e toda a sua equipe. Na cabeça dela a todo momento aparecia a palavra BIÓPSIA!

No final deu certo, fizeram os conteúdos e as fotos. Théo trabalhava com Marketing Digital. Já era noite quando ela chegou em casa, sua mãe a esperava no portão com um abraço que amparava suas lágrimas de medo, susto e incertezas. Um abraça que a trazia paz e conforto!

No dia seguinte, há exatamente 7 dias do seu voo de volta e de um trabalho marcado em Portugal que não se dava para adiar - Théo faria cobertura de um congresso de cirurgia plástica em Lisboa - o exame foi feito e o médico a tranquilizou sobre a procedência do pólipo. É benigno, mas vamos fazer a biópsia de qualquer forma para confirmar. fique tranquila. A cirurgia é de emergência, vamos fazer daqui a dois dias.

"Dois dias?  Meu Deus! Tenho dois dias para fazer os exames e o risco cirúrgico!"

Foi uma correria, uma loucura, mas ela conseguiu. Essa mulher é danada e Deus cuidou de tudo. Desde o começo foi Ele que a levou ao Brasil porque ele sabia que ela precisava cuidar disso o quanto antes; Deus dos detalhes, cuida de tudo. Até da colega de apartamento no hospital Deus cuidou.

Théo não podia ter acompanhante por ter mais de 30 anos, então subiu sozinha para a ala de internação. Quando chegou no seu apartamento, tinha uma moça linda, com infecção renal acompanhada da sua mãe. Duas queridas e lindas que fizeram as 24 horas da Theodora ali serem as mais confortáveis possíveis, mas ir para o centro cirúrgico deitada naquela maca parecia que ela estava andando no leito de morte. A sensação era a pior possível. Théo foi forte, a cirurgia correu bem e o médico voltou a falar em benignidade.

O tempo no hospital passou voando e de volta a casa, Théo foi ainda mais mimada e recebeu visitas e muito amor também. Voltou a conseguir dormir e a comer. Mais uma biópsia foi feita, dessa vez, de todo o pólipo que foi tirado do útero. Era muita confirmação para a cabeça da pequena Théo que a essas horas já estava dando voltas. Imagina ir de férias, curar um coração e do nada ter que fazer uma cirurgia de emergência por conta de um pólipo no útero. Foi eita atrás de eita.

Recuperação excelente e a vida seguindo normalmente. Théo não parou de trabalhar enquanto estava no Brasil. Com os horários diferentes dos clientes de Portugal e Alemanha, muitas vezes ela acordava no meio da madrugada para reuniões e planejamento com os clientes.

Cinco dias grudados na família e com idas e vindas ao hospital. É chegada a hora de voltar pra casa. A alta médica veio, tudo certo com o útero. Forninho pronto segundo o médico - termo usado para dizer que ali já pode receber um bebê. Théo logo pensou: "Agora falta o arranjar um pai que preste". risos

O voo de volta foi tranquilo e a chegada também. Uma recepção boa que a Théo sentia saudades. Apensar dos pesares, é bom saber que em algum momento alguém te espera no desembarque. Ela lembrou do abraço caloroso da última despedida e de repente aquele esperar ali já não fazia mais tanto sentindo como fez um dia, mas foi importante.